quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

EXCEDENTE, EXCEDENTE! - verbete glosario etimologia


Um dia o corpo cai
- cai, em uma noite
Pintada por Joan Miró
Que a mirou
E devassou ( como sou?)
Mulheres na noite “Nana Caymmi”
Junto a “personagens da noite”
A esvoaçar entre trevas e lâmpadas
Que escondem as trevas
Descobertas pelo artista catalão,
Que as cata em vão,
Mas dentro de sua quota,
De seu quinhão.

Na queda do anjo,
que deixou rastros
Na canja de galinha,
Na canjica
E na candíase... sua candura,
Que nana a cândida menina
em berço esplêndido derreada,
Longe das  cãs...dos cães...cancã...
No “Moulin Rouge”...
- E tome, Tomé!:
canas, canastras, canoplas, canapés...,
pois na queda sem Pará-quedas
do anjo enjoado, enojado, ancho na morte....
- não  sobrou, nem soprou, o vento,
Anjo com grandes bochechas,
nem  uma pena
de ave ou alma penada!
Ou do Código Penal a vigir
Na verborréia do estado de sítio
Que nos sitia todo o tempo
E por todo o espaço geométrico
Traçado pro Albert Camus, um estrangeiro.
Do anjo quedo e mudo,
em solo para réquiem de Mozart,
elegia à Federico Garcia Lorca...
Apenas na prece pequena
E às pressas,
Uma pena do anjo
Sobraçou o coração do silêncio
 E devastou  a solidão pesada a violoncelo
Que grassa na obra de Giorgio De Chirico,
Um mestre da quietude,
Quase do Quietismo pio
 em moda e modo de mosteiros em Europa medieval.
( Pena de anjo
- é paraíso de Javé
Que, vetusto,  é :
- O Ancião dos Dias,
O anseio do anelo,
O ancinho arrastando a gramínea
Em pós a poda das forrageiras ligeiras
Sob sapato e pé
De  moleque-Saci-Pererê :
Um pé-de-moleque em pé! ).

O anjo, sob o arranjo de Bach,
Quedo e mudo embaixo do  banjo,
Que toca orvalhos musicais
Para recitais tais
Os do  rocio em rio,
Do arroio em arrozal,
Sal em sol,
Cal em  Paul,
Nau em Tau :
Anti-tau no naufrágio,
Tau, cruz,  lépton , letra grega,
Neutrino, símbolo de São Francisco de Assis...
- que assina um rio
Que escorre por campos gerais
Nas minas gerais
Que foram assaltadas
Por bandoleiros portugueses
Com cabeça coroadas,
Sentados ao trono
Com cetro á mão
E a arma em  punho : a lei,
Que serve mais ao ladrão
Que ao homem de bem.
Que tal um Tau assim
Como destino?!
- Tanto!, quanto! Tau a decair num hádron...!...

Mas  o que farei
Com as gotas de rocio
Que roçam o arcanjo em rotura, ruptura...
Que falarei  ao querubim
Que  segue queimando
O combustível da sua paixão
Com o comburente que restou,
No restolho....

Que a ventoinha sonha, - sonha!
Sonha,  songa-monga,
o que é  “pathos” no mundo fundo
Da mente finda
E fina ( finesse)
que funda o fim
Da filosofia e da história
No  tal do Tau
Fundeado, fundido
no galeão espanhol
afundado,  ancorado  em  seu peso
Nas profundezas do oceano
Com seu lastro de ouro maciço:
Um tesouro contendo contente,
Quase onipotente,
Inúmeros artefatos  valiosos
Com cobertura de um amarelo...- baio?
Não. Um  amarelo-galeão-espanhol-em fundo-de –mar,
Em pós o naufrágio
Há séculos já secos,
Pé enxuto... :
Secos  e molhados!
( A filosofia, ciência, religião
 e o mais que  seja,
 nada mais é que um Paracleto, Paráclito, enfim,  um Espírito Santo,
 vezo pentecostal  útil
no consolo durante uma vida às vezes feliz,
nos moldes aristotélicos do termo ou conceito de felicidade:
 felizes nos confortos que conquistamos :
 acepipes, quindins, bebedeiras furiosas, no sexo brutal,
ouvindo  melodias maravilhosas,
poesias incríveis,
amores deliciosos,
 leituras nas quais deciframos até o enigma do autor,
 mas não o nosso, sempre na esfinge escondido,
 feito um menino no pique-esconde...
pois, de fato, tudo não passa de maneiras ligeiras
para nos afastar da realidade da morte,

 das doenças, da velhice crônica, do abandono, da solidão,
mesmo e ainda enquanto estamos em nossa melhor forma corporal 
 e força econômica e vital.
 Estamos sempre sós e abandonados ao nada e a nós mesmos :
outro nada preenchido pelo recheio da filosofia,
do amor e outras coisas existentes apenas para consolar e fazer esquecer a realidade
que nunca, por sinal, é dada de fato,
 mas apenas em atos de teatro social
 já escritos previamente na Bíblia, Corão, Drummond,
 na Folha, no Estadão, no Times de London,
nos contos de Conan Doyle
 ou de algum auto mediano
por estas bandas podres ou maduras, verdes...com Villages...
e outros toques de timbre francês.
Diversões em parques infantis, 
 que já levei a sério, mas hoje rio.
 Tenho este outro consolo : o do riso).
fui carinhosamente presenteado por uma doce amiga com um livro de Zigmunt Bauman(?) : "Tempos Líquidos" Este tema já é velho demais para nós: vimo-lo em Pirapora do rio, no galpão : obra de fácil leitura, para quem lê e estuda gênios, diuturnamente, nos últimos tempos,  cujos cérebros são os maiores emissores e emissários de luz, tal e qual Aristóteles, o único filósofo que existiu, indubitavelmente, pois ele, e somente ele, sabe da ciência desde seus alicerces, o sociólogo polonês não passa de uma criança escrevinhando má poesia junto aos loucos falidos na fala ( e no falo) do Psiu poético. Imagine na escrita!
Além de Aristóteles, os demais pensadores nada sabem da filosofia, ou da ciência,  em seus embasamentos de princípios ( história, epistemologia, formação da ontologia, onde se assentam as fundações do saber nas várias linguagens subjacentes à língua "Mater et Magister"(?), que é a única que precisamos conhecer ( mas conhecer bem a ponto de  ser nela filólogo, ou seja, amigo íntimo, amante, ruminante em sua grama e gramática, tal qual o foi Nietzsche), da gramática, ética, noética, gnoseologia,etc. Outro em perene estudo é Nietzsche, mente de cintilação solar, profundo como o oceano, largo e rico como o universo, mas cujo erudição teórica bebe no estagirita, embora sua originalidade seja mui superior , paradoxalmente, que a do Filósofo que, por seu mui sábio e ter um "pathos" enorme com a sabedoria, bebeu em várias fontes e as reutilizou com maestria incomparável.
Kant imitou o Filósofo, no que quase caiu em descrédito e apenas repetiu-o num outro contexto de tempo ( história), língua e cultura.
Mas mesmo a filosofia genuína e final ( terminal) do Filósofo nada além de uma mera escolha dentre tantas outras preteridas, embora o que eu digo neste parágrafo seja uma contradição brutal  ao que escrevi antes, quando asseverei que o estagirita foi e é  o único filósofo. É que os outros são todos incompletos e inconclusos e não atacam os princípios, a ontologia e todos os outros campos da filosofia com a universalidade e a coesão, o brilhantismo excelso, excedente, a profundidade, a abundância, a "felicidade" heróico, hercúlea que somente Aristóteles foi capaz de fazer com uma simplicidade assustadora). 
Antes do mata-burro
Ou da curva do urro,
A queda do anjo
Que perdeu a passada,
O passo no sapato opaco,
A pena da asa
Na vetusta casa
Do louco varrido,
Que não faz varrição,
Antes deixa-a ao vento-vassoura de bruxa :
Caco roto,
Coco coto,  o desvairado,
Em desvario....
Cotovia!
Que eu via, ouvia,
Na manhã de um dia
Com diadema,
Pressuroso, venturoso,
Eventual...- feito um rei,
Cognominado “o venturoso”,
Quiçá  por sofrer
Do mau endêmico no homem
Que é  ser e representar
uma sucursal do  mal
Na terra do sal,
Da  cal e do caos
E dos Caucasianos aos montes,
Dos montes originários,
Quase placentários, advindos,
Antes da Parúsia...
Gente do Cáucaso,
Calcados àquela terra
Que se espera
Ao esperar o homem
- num Messias  doméstico, cultural,
Que emergirá da terra
Como a erva, o arbusto e a árvore frondosa;
E será, mais que já é,
 cultuado pelos profetas de Javé,
Que dele fará profissão de fé,
Como dos demais Messias,
De que fizeram um  meio-de-vida  desmedido,
No tamanho medido do muito ouro puro
Para apor nos candelabros, nos querubins da arca...

Quando o anjo é queda
Não sei o que queda
À jusante
Nem o que corre
e ocorre à montante,
Que não é de pequena monta
Porquanto é  do lugar onde
monta a amazona
Que ama a zona de cavalgada
Do  vale verde
Ao vale fértil
Campo ou zona em lusco-fusco
No olho da escuridão,
Que cintila no felino olhar...
Mas  vai se molhar, moldar-se,
no Golfo de Omã....
enquanto houver amanhã
no horizonte prurido de vermelhidão espessa.

Assim vai-se...
- e foi-se!
O que ia
E corria
Feito flecha
Que fecha o fecho
- com fecho de ouro,
Onde flecho e flexo.

Todavia, toda a  sabedoria
É tão estúpida
Ou mais estulta
Que a maior estultícia
Porque morreremos
- cairemos  de cara no anjo do chão
Em folhas amarelas de outono
- e Deus não nos salvará,
Mas antes dará o alvará
À  natureza que fere de morte
Repentinamente
A carne viva
- que, num átimo,
Desvia a curva da vida
Para a parábola da morte
Que Jesus não narrou,
Nem lhe ocorreu contar com ela
Como premissa de fato.
Os evangelhos e outros angélicos poemas
Formam  apenas
Cantos para enganar
A quem vai voltar a dormir
Para sempre dentro da noite negra...
- Noite falida nas falenas.
 
(Fui carinhosamente presenteado
por uma doce amiga com um livro de Zigmunt Bauman(?)
 : "Tempos Líquidos" .
Este tema já é velho demais para nós:
vimo-lo em Pirapora do rio, no galpão :
obra de fácil leitura, para quem lê e estuda gênios, diuturnamente,
nos últimos tempos,  cujos cérebros são os maiores emissores e emissários de luz,
 tal e qual Aristóteles, o único filósofo que existiu, indubitavelmente,
 pois ele, e somente ele, sabe da ciência desde seus alicerces,
o sociólogo polonês não passa de uma criança escrevinhando má poesia
 junto aos loucos falidos na fala ( e no falo)
 do Psiu poético. Imagine na escrita!
Além de Aristóteles,
os demais pensadores nada sabem da filosofia, ou da ciência, 
 em seus embasamentos de princípios
( história, epistemologia, formação da ontologia,
onde se assentam as fundações do saber nas várias linguagens subjacentes à língua "Mater et Magister"(?),
 que é a única que precisamos conhecer
 ( mas conhecer bem a ponto de  ser nela filólogo, ou seja, amigo íntimo, amante,
ruminante em sua grama e gramática,
 tal qual o foi Nietzsche),
 da gramática, ética, noética, gnoseologia,etc.
Outro em perene estudo é Nietzsche,
 mente de cintilação solar, profundo como o oceano, largo e rico como o universo,
 mas cujo erudição teórica bebe no estagirita,
embora sua originalidade seja mui superior , paradoxalmente,
que a do Filósofo que, por seu mui sábio e ter um "pathos" enorme com a sabedoria, bebeu em várias fontes e as reutilizou com maestria incomparável.
Kant imitou o Filósofo,
no que quase caiu em descrédito
 e apenas repetiu-o num outro contexto de tempo ( história), língua e cultura.
Mas mesmo a filosofia genuína e final ( terminal) do Filósofo
 nada além de uma mera escolha dentre tantas outras preteridas,
 embora o que eu digo neste parágrafo seja uma contradição brutal 
 ao que escrevi antes,
quando asseverei que o estagirita foi e é  o único filósofo.
É que os outros são todos incompletos e inconclusos
e não atacam os princípios, a ontologia e todos os outros campos da filosofia
 com a universalidade e a coesão, o brilhantismo excelso, excedente(excedente!),
 a profundidade, a abundância, a "felicidade" heróico, hercúlea
que somente Aristóteles foi capaz de fazer
com uma simplicidade assustadora). 

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( Do Anteprojeto de Livros Livres : “Livros, opúsculos e ensaios para arder nos olhos”).

domingo, 6 de julho de 2014

DINASTIA, DINASTIA - dicionário dicionario wikdicionario

Quando a sombra gélida
Desce ao  vale enregelado
Em observância ao glaciar
Ao lado do precipício,
Então o homem treme
Ante a sombra da morte
Que resfria e embuça o vale
Trazendo ao corpo vivo
Entropia,  hipotermia, hipoglicemia...
Assassinas frias, impassíveis,
As quais  podem ser letíferas ao homem
Pois cometem assassínio sem apiedar-se da vítima,
sem compadecer-se do paciente
Do moribundo nas vascas da agonia.
Moribundo marimbondo
Perdido o  voo  perfeito
Longe do itinerário
latitude e  longitude
a cavaleiro do descalabro
sem albor de cavalo em marcha
este é o homem  a  vasquejar ,
no transcurso do passamento,
Inerme ante  a força sobreposta
pelo cavaleiro glacial,
Sitiado  pela hoste  inimiga
Séquito de entes visíveis e invisíveis
Presentes em  fungos, ácaros, feras, ungulados,
Criaturas peçonhentas,  órix-cimitarra,
Todos a erguer a cimitarra
Contra o cachaço,
A dura cerviz,
Que não obstante rolará
Ao canto da  guitarra gitana...
Na terra negra do Cantão
Onde  a treva baixa
E o sol retoma o mutismo do carvão
Enquanto o verme se torce e retorce
ao devastar  a alma
degustando o corpo
Qual praga de gafanhotos
A depauperar a vegetação num átimo.

Os cristais dos  minerais
Nem nascem e, concomitantemente,  não perecem
Com a rapidez da erva daninha
Dada ao fogo crepitante
Que a ventania ululante alimenta
Em procedimento antípoda
À ação da primavera em seu primevos brotos,
Suas vergônteas a tear o verde,
Tecer a história em geoglifos e petroglifos,
Fragmentos de língua natural...:
Cristais não são Cristos,
Sequer cristãos obviamente,
Tampouco anti-Cristos
Descritos por Nietzsche
A desbastar hieróglifos de outro teor historial,
Nem críticos a desbaratar ( O Mahabharata
Ou encetar exegese etimológica
Tendo como objeto o vocábulo “Maranata”)
Traços anti-críticos,  troços acríticos
Em momentos  de movimentos sinfônicos
Equalizados no temporal,
- tudo isso simplesmente
 porque  não sofrem
dor de gramático posta na gramática
em voz passiva
que nos levam a ser pacientes de médico,
passivos, compassivos, passionais
ante as vicissitude cobradas
pelo mundo social-natural;
minerais  sem a pecha da gemologia
sequer sentem o mundo
( sentem-no pela minerologia
Que diz do grego idioma,
Dito pelo grego filósofo,
Homem no ato de  alienação
Exigida ao ator,
Um hipócrita profissional,
De direito e não de fato, necessariamente);
Minérios apalpam apenas o tempo
Com nada às mãos
Em que segurar-se,
Sem conceber o ser
Que emerge pintainho ou pintainha
Da casca do ovo
Ao verso da cor do amarelo à gema e girassol,
Pois sua segurança e porto seguro
Vem da raiz da planta,
A qual semeia e planta a vida
E vem a sentir  a mão que
E a planta do  do pé
Em palmilha
A sentir  milhas de terra
Sob pés-raízes  às “apalpadelas”
No escuro que procura a luz
nos vegetais que são ( somos!)
Primeiros entes a seguir
Os passos da vida
Em rastos no solo, subsolo,
Onde vagam lençóis freáticos,
Aqüíferos Guaranis...
Vegetais, no entanto, ainda não sofrem,
Não ouvem essa voz de apelo
No pelo eriçado da gramática da Ática aristotélica,
Uma vez que o sofrimento,
A paixão dos gregos e de Cristo
Tem início com os animais,
Antes de Cristo,
Pois eles são os primeiros bichos,
Antes de nós,
A aprender a fugir da morte
( o homem, depois de Cristo,
Apreende filosoficamente
Este conceito passível de  elegia,
De poesia trágica
Na Paixão de Cristo)
Ante a sanha do predador
No  curso do processo iniciático da caça.
Quantos aos iniciados
Estes ( nós homens!)  não se furtam à luz
`a sombra do vaga-lume
Com a brasa deste coleóptero
A queimar a mão
Até abrir um buraco
De cabo a rabo
Antes que a morte
Separe-nos a carne
Com a cimitarra do guerreiro bárbaro
A nos cindir ao meio
Parodiando o anedotário sobre Salomão.

No homem, entretanto,  tudo dói tanto,
Onde a  dor moral grassa,
-  suscita dor de tal monta
Que o obriga a fugir de tudo
e de todos os seus semelhantes,
- até  do ermitão
Que vive em si mesmo!
A despeito dos homens gregários
Temerosos de sua própria e solitária companhia.
O homem é uma companhia ruim
Até para si mesmo
Enquanto não  vencer o medo
De  se enfrentar no front,
Homem versus anjo,
Qual o fez Jacó
Que se  derrotou
E, portanto, triunfou sobre  Deus
E sobre os homens,
Porquanto o único vencedor  real
É aquele cuja vitória
É sobre si mesmo
E não sobre oponentes,
Que os não há
Para os vencedores de si mesmo.
Todavia, nada disso  é óbice
Para que o último movimento
em sua sinfonia coral
em seu corpo de baile
na sua ópera bufa
Seja terminado no frio
Sem termas ou sauna
Cobertor ou corpo cálido
Onde se atracar
Depois que o fogo santo do amor
Apagar-se nos sacrários
E tudo passar à treva
Sem Alpha Orionis ( Betelgeuse)
Ou Beta Centauri ( Hadar ou Agena)
Para contemplar.
O homem que venceu ao si mesmo,
Ao seu não-oponente real,
Ganhou outro nome
Porque encetou nova vida:
De Jacó, que derrubava  a todos 
Agarrando-lhe o calcanhar,
“passando-lhes a perna”,
Como o fez com Esaú e Labão,
Quando, então, por mérito
É renomeado “Israel”,
Aquele que venceu deuses e homens
No simples ato de vencer-se a si mesmo,
Na redundância da vitória notória,
e, destarte,  vencer o mundo inteiro,
Constituindo-se em uma nação,
Da qual será o patriarca venerável,
O sábio uno ao Deus pai todo-poderoso.
Sem embargo, mister é que seus filhos,
Em suas doze tribos representadas biblicamente,
Não sejam os espermatozóides
Que perderam a corrida material
E restaram mortos ao meio do caminho do cavaleiro,
Diversos, dispersos persas despercebidos
E nem tampouco retroajam  
da iluminada natureza  búdica
que prescreve a  corrida espiritual,
Única corrida do ouro
- para a Califórnia!
Cantada à Beatlemania  rouca, louca,
Pouca a polca...;
Calada pelo calado da noite fria
- Na  morte
Tramada por assassino fanático,
 prosélito, sectário...
 um pobre diabo dos diabos,
- dos diabos, o mais pobre!
...............................................................................................
ENSAIO
No verso tudo descamba no mistério da vida, que não pensa nem tampouco faz pensar. A poesia é o sonho mais próximo da vida, não da existência, que esta é parte da discussão filosófica.  A Bíblia acorda o sonho poético-profético ao narrar a peleja renhida entre  Jacó e o Anjo do Senhor madrugada fora, pela calada a rumorejar versos no rocio em rio manso. É o fenômeno do sublime, a arte no mais alto nível, o labor nobre do senhor Saint-Michel- de –Montaigne  e do barão de Montesquieu, aristocrata.
Na prosa, dá-se o fenômeno do prosaico, que não canta, sequer ama, apenas disserta friamente e busca desvelar o que a medicina põe sob a rubrica de Tanatologia, que imaginamos ter cunho científico, mas não passa de um mito grego dito pelo “logos” na forma do pensador natura, no limiar fronteiriço de um contexto, que contesta texto,  e não mais no canto do bode  envolvido pelo  estro  do poeta trágico, que põe a tragédia no relicário de pesadelos ou jóias de pesadelos  buriladas pelo artista-joalheiro  Füssli,  um pintor de visões assustadoras de  demônios nas versões femininas e masculinas, respectivamente  :  Súcubos e Íncubos que tornam a vida humana perrengue.Um perrengue na noite são esses diabos.
 A tanatologia é, de fato, não de direito, um mito grego que emerge de outro contexto, que dá novo texto e principalmente leitura  à história escrita sob a forma atenuada  das metáforas e com linguagem poética, ou seja, alegórica rica tomada de empréstimo ao poeta,que sonha e ama, pois é um ser que está dormindo um sono longo para a vida real que passa sem que ele, o artista, não veja, absorto que está co sua arte, sua relação que imagina ser recíproca com Galatéia, a estátua.
 A ciência, talvez, não passe de uma notícia sobre outro contexto e, por isso, quiçá por outros motivos tão vastos e de numeração virgulada tal qual a dízima periódica, não valha a pena por a pena na ferida, - por isso e outras razões diversas e inumeráveis e controversas,  a poesia, nem as artes em geral,  tiveram morte súbita ou sofreram algum abalo sério entre pessoas intelectualizadas, após a aparição bombástica e retórica da ciência, secundada e propagada pelos seus cientistas e mesmo seus pseudo-filósofos , então jovens fanáticos e inexperientes,  sectários a cantarolar  loas,  quando o fenômeno da ciência veio se  insurgir no horizonte;  a ciência que tentou, mentindo em seus credos, destituir a filosofia, sua mãe e mestra severa para poder ficar só com a história e, destarte, conquista do mundo vão ( vanidade!), vil e velho,  que já pertenceu a conquistadores implacáveis do naipe de Gengis Khan,  seu filho , Kublai Khan,  o Grande Khan de Marco Polo, que é, por sua vez o grande mentiroso, ou melhor, o megalômano, que , enfim,  dá notícias em primícias da dinastia(dinastia!) Khan com sua progênie,  bem como a  Alexandre Magno, com uma época carolíngia e outra merovíngia a alternar a devastação  e a  devassa que esses reis promoveram na Idade Média, mais  da cor do sangue que de trevas, que não raiam, não irradiam ondas luminosas. A luz é ondulação.
A ciência, tal qual a religião, ambas vivem do pavor da morte,  fazem desta profissão de fé,; entretanto,  nenhuma delas foi capaz de salvar o mundo, somente o salvaguardaram, sem nenhum trocadilho nesse sentido. São cães de guarda mesmo! – que servem , ainda ao Khan! : ao Khan vivo na pele dos políticos larápios que arrepiam a terra e não a lei, que é ao gosto deles e para desgosto dos demais : nós, gente tanta, tonta de tanto bebericar cerveja.
O homem que perdeu as batalhas contra si mesmo, a maior das quais é o medo da morte, que o faz esconder na religião e na criogenia da ciência para rico tolo, perdeu a guerra. Quando se perde  a guerra para si mesmo, volta-se pára o inimigo externo, que é mais fraco que o interno, pois pode ser ludibriado com facilidade, mormente para quem tem a experiência vasta e as cicatrizes do guerreiro que perdeu para si próprio o que corresponde a perder para o pior inimigo e perder-se cabalmente na desilusão e no ceticismo cru. Não é mais um homem :
 É um morto,  um zumbi, um ser a tatear nas  trevas das drogas, que podem ser fármacos, bebidas alcoólicas, doutrinas, religião, ciência, filosofia, poder, sexo...etc., nada disso salva, - salvaguarda do suicídio, que já o há em espírito mortificado, mente embotada, paralisada pelo horror da derrocada, o naufrágio em porfia tenaz contra o anjo do Senhor, que o bateu e abateu no matadouro do Douro e do Minho, no álveo do Rio Douro, nos Pitões das Júnias, em Portugal medieval ou paisagístico, nostálgico, com saudade do poeta Fernando Pessoa e outros de assim peso, calado.
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